Moraes mantém prisão preventiva de desembargador investigado por vazamento de informações de operação policial no RJ

Desembargador federal é preso pela PF na 2ª fase da Operação Unha e Carne O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter ...

Moraes mantém prisão preventiva de desembargador investigado por vazamento de informações de operação policial no RJ
Moraes mantém prisão preventiva de desembargador investigado por vazamento de informações de operação policial no RJ (Foto: Reprodução)

Desembargador federal é preso pela PF na 2ª fase da Operação Unha e Carne O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, investigado no inquérito que apura o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, da Polícia Federal. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (3). Segundo a decisão, a investigação tramita em conjunto com o inquérito que apura a atuação de grupos criminosos no estado do Rio de Janeiro e possíveis conexões com agentes públicos. Para Moraes, a prisão do desembargador segue sendo "adequada, necessária e proporcional às circunstâncias do caso concreto". Macário está preso desde dezembro do ano passado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Macário, o ex-deputado estadual e ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, o ex-deputado do RJ Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, e outras 2 pessoas pelos crimes de obstrução de investigação envolvendo organização criminosa armada. O desembargador também foi denunciado pelo crime de violação de sigilo funcional. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Ao analisar um pedido da defesa para substituir a prisão preventiva por medidas cautelares, Alexandre de Moraes concordou com o parecer da PGR e rejeitou a solicitação. Desembargador Macário Judice Neto Reprodução A defesa argumentou que a investigação já havia sido concluída, que todas as provas estavam preservadas e que não havia risco à instrução processual ou possibilidade de fuga. Na decisão, porém, o ministro afirmou que permanecem os fundamentos que motivaram a prisão. Segundo Moraes, há "robustos indícios" de participação do investigado em ações voltadas à promoção de organização criminosa e à obstrução da Justiça. O magistrado também citou suspeitas de envolvimento em crimes como violação de sigilo funcional, fraude processual, favorecimento real e favorecimento pessoal. Moraes destacou ainda que o relatório final da investigação aponta a adoção de medidas para interferir nas apurações e ocultar eventual vínculo do investigado com o vazamento de operações policiais. Para o ministro, continuam presentes os riscos de fuga e de reiteração criminosa, o que justifica a manutenção da prisão preventiva. A investigação teve origem em procedimento encaminhado pela Polícia Federal ao STF em novembro de 2025. Entre os alvos citados nos autos está o então deputado estadual TH Joias, apontado pelos investigadores como pessoa com suposta proximidade com a cúpula do Comando Vermelho. Desembargador Macário Judice Neto Reprodução/ TV Globo 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.

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